Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Agosto é o mês por excelência do ciclismo e nós, sobradenses que vimos nascer dois campeões da prova rainha do ciclismo português nutrimos um especial carinho por esta modalidade. Não é portanto estranho ver sobradenses na primeira quinzena de Agosto a rumarem com toda a dedicação e interesse ás metas ou aos locais de passagem da Volta, para apoiar este ou aquele ciclista, aquela ou a outra equipa.

E foi assim que á alguns anos atrás, aquando da passagem da volta pela localidade vizinha da Agrela que um grupo de afoitos apoiantes do ciclismo , enquanto esperava pela rápida passagem dos ciclistas, discutia as suas preferências pelas equipas participantes.

O diálogo abaixo descrito ( cujos interlocutores são obviamente sobradenses) é uma das pérolas das piadas de apoiantes desta modalidade.

 

- Eu para mim o Benfica é que tem a melhor equipa!

- O Benfica ganha juízo pa, a Pecol é que vai dar cartas!

- Ai eu sou pela Sicassal!

- Olha a sicassal, a milaneza é que é!

- Para mim a Liberty é que ganha...

 

Ao que, mediante esta revoada de apoios a grandes equipas, remata uma das sobradenses que também á Agrela se tinha deslocado e que até então ouvia os sobradenses debateram o apoio ás equipas queda e muda.

 

- Uns apoiam o Benfica, outros a Milaneza, a Liberty e ninguém apoia o Tavira! Eu cá sou

p'uTavira!

 

Mais palavras para quê?

 



publicado por estoriasdaminhaterra às 14:55
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Que Sobrado é uma terra rica em enfermos é um facto ( a avaliar pelo número de vezes que a ambulância visita a nossa santa terrinha).

Mas que os sobradenses tinham a mesma sensibilidade e empenho em ajudar humanos e animais é um facto novo...

Ora apreciem só este gesto de generosidade e dedicação a um ser de quatro patas...

Cenário: um tanque de rega na Costa. Um cão vadio lá dentro. Aflito tenta manter-se á tona da água. Uma população enternecida e preocupada com a aflição do animal. Os bombeiros voluntários de Valongo numa missão arriscada e muito sonora tentam dar resposta em tempo a contra relógio.

 

E foi assim, que numa pacata tarde de Junho foi " acordado" o lugar da Costa. Os bombeiros a tocar, a vizinhança a vir á rua a ver o que se passava e o canito a ladrar e a engolir litradas de água no tanque do Ferreiro. O drama o horror... Num gesto intrépido e audaz os bombeiros arriscam tudo e salvam o vira latas. Este, agradecido pelo gesto e perante os olhares comovidos de quem viu a cena, dá duas sacudidelas e sem au nem aõ vai-se embora refeito do susto.

 

Felizmente temos os bombeiros aqui ao pé...

 



publicado por estoriasdaminhaterra às 12:13
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Contaram-me estes dias a titulo de paixões e patifarias uma estória digna de figurar nesta página, muito mais porque a paixão sobradense já anda de tal forma no ar que já quase se lhe sente o sabor.

O cenário da estória podia ser o de qualquer casa sobradense com bugios homens e apaixonadas mulheres. Chegam a casa os dois manos bugios estoirados da dança de entrada e do sobreiro, aproveitam para tirar a farda, que o calor é muito, e descansarem um pouco antes da dança do doce. As manas esperam, como que numa emboscada ás presas ( as fardas), Morfeu entra no quarto e os manos entregam-se nos seus braços. É agora, sem meias medidas as irmãs vestem as fardas dos irmãos e aí vão elas, galhofeiras, destino a Campelo matar a negra. Acordam os irmãos e... fardas de grilo, chegam já ao fim da tarde cansadas de tanta ramboia mas felizes ... " Suas grandes curtas nós á espera das fardas e vós na ramboia ".  paixão vê-se em Campelo, no dia 24.



publicado por estoriasdaminhaterra às 11:31
Terça-feira, 31 de Março de 2009

Num dos meus raros momentos ociosos em frente á televisão ouvi uma publicidade curiosa a propósito do plano nacional de leitura ( aquele que tem as etiquetas coladas nos livros da miudagem a dizer LER MAIS com o sinal de mais), a senhora com voz de sereia dizia o seguinte " Sabia que em Portugal mais de 70% da população não concluiu o ensino secundário ? Blablabla..."

 

Não, não fiquei aterrada, reconheço ( do alto da minha ignorância) que somos um país rico em taxas de alfabetismo abaixo da média da UE, reconheço que somos assim um bocadinho  ignorantes no que diz respeito ao teorema de Pitágoras e que o nosso raciocinio lógico matemático anda um bocado distorcido da realidade, contudo gostava de saber se na Filândia ( O alter ego da educação em Portugal) há estórias assim como a que vou contar...

 

Há muito muito tempo, no tempo em que não havia CNO's( centros de novas oportunidades) , nem metas da OCDE para atingir , fazia-se em Sobrado uma coisa que se chamava " Educação e formação de adultos", e que como o próprio nome indica era dirigido a adultos, supostamente para saírem de lá " dotados das competências básicas" para ir á mercearia comprar meio quartilho de vinho e serem capacitados para utilizarem os principios rudimentares da escrita da lingua mãe ( como vêm até domino alguns termos técnicos do eduquês em português).

 

Ora, numa destas aulas, extremamente importantes para contrabalançar a taxa de analfabetismo, mostra o professor ( do alto da sua sabedoria) a imagem de uma caneca, onde o exercício proposto era o aluno ou formando ser capaz de ler as três silabas que alegramente quase que bailavam entre si, debaixo da imagem CA-NE-CA.

 

O professor olha atentamente a turma e escolhe a vitima, ups digo o formando, - Então Sr. Joaquim é capaz de ler o que está escrito por baixo da imagem?

- Oh essa é fácil, IN - FU- SA , infusa senhor professor.

 

Haverão palavras para descrever a rapidez de raciocinio e a lógica com que o aluno associou a imagem á palavra ? Julgo que não... Sorte teve o professor que no meio de uma turma das camadas mais velhas ficou a saber uma palavra nova para definir caneca, a maneira de Sobrado. Infusa, ora essa.

Será preciso LER mais? 


tags:
sinto-me: vai uma infusa de tintol
música: Ora zumba na caneca

publicado por estoriasdaminhaterra às 16:54
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Se tivesse de fazer um guia gastronómico dos pratos e doces típicos de Sobrado, não podia, sem dúvida deixar de fora as sopas secas. Um doce parecido com os famosos formigos ( embora com menos ingredientes) e bastante apreciado  nesta freguesia.

Tempos houve, em que os doces natalícios sobradenses praticamente se resumiam a um alguidar de sopas secas e uma travessa de aletria, sendo isto considerado um lauto banquete. Mas, já lá diz o ditado, " mudam-se os tempos mudam-se as vontades", e as sopas secas têm vindo  perder adeptos em detrimento do pudim, do bolo rei e das rabanadas. Portanto, acho que será a hora de lançar um apelo aos leitores para salvarmos as sopas secas e lhes darmos um novo vigor e uma nova vida nas nossas mesas natalícias, sob pena de, se não o fizermos, corrermos sérios riscos de perdermos estórias como a que se segue.

 

Era véspera de Natal e na aldeia de Ferreira sentia-se um forte odor a canela e açúcar no ar. Era quase impossível não sentir o doce apelo de um dourado alguidar de sopas secas acabadinhas de sair do forno. A fome era muita e a vontade de adoçar o bico ainda maior. Havia uma oportunidade e havia um motivo, mais uma vez o velho ditado fazia todo o sentido " A ocasião faz o ladrão"!, e afinal o alguidar até era de uma família abastada, não deveria fazer grande diferença um alguidar de sopas secas. O certo é que fez. E ainda mais porque o descarado ladrão, depois de " encher as bentas" com um alguidar inteiro de sopas secas ainda o deixou vazio, de cú para o ar em cima de um esteio perto da casa dos lavradores em sinal de afronta!

 

Esta estória, que aconteceu em casa do Moutas de Ferreira, deixa-me uma certa nostalgia...Que bom que era quando os ladrões só roubavam alguidares de sopas secas e ainda se davam ao cuidado de deixar os despojos do roubo em local onde facilmente seriam encontrados, minimizando assim as perdas. Mas nostalgias á parte, e para fechar com chave de ouro este post fica a famosa receita das sopas secas para quem quiser fazer cumprir a tradição, e preparar um delicioso alguidar de sopas secas para a ceia da passagem de ano.

Ingredientes:

 

Pão velho q.b.

Açucar loiro

Canela em pó

Água

1 Alguidar de barro

 

Modo de preparação:

 

Num tacho coloque água, canela e açúcar q.b. e deixe ferver. Enquanto a água levanta fervura, parta o pão ás fatiase coloque o alguidar a jeito.

Assim que a água levantar fervura, começe a demolhar as fatias de pão e a coloca-lo no alguidar, por cada camada colocada pulvilhe abundantemente com açucar e canela, repetindo sempre até o alguidar estar cheio. Posto isto, levo o alguidar ao forno até o pão ficar dourado na parte de cima do alguidar.

 

Sugestão:

Acompanhe o prato de sopas secas com um cálice de vinho do porto ou ginja.



publicado por estoriasdaminhaterra às 12:15
Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Ultimamente tenho andado muito envolvida em temáticas circenses, daí que nesta quadra natalícia ( em parece que os circos nascem como cogumelos em encostas húmidas) me tenha empenhado na recolha de estórias das minhas gentes, que estivessem ligadas ao circo.

 

Comecei pelas minhas recordações mas rapidamente constatei que não eram dignas de registo pelo que parti em buscas mais alargadas. O resultado não foi dos mais frutíferos mas mesmo assim ainda encontrei uma digna de registo nas estorias da minha terra.

 

Portanto " senhoras e senhores meninos e meninas tenho a honra de vos apresentar o fantástico, o esplendoroso, o magnifico   burro que sabe contar acenando com a cabeça!".

 

E agora que fiz uma apresentação digna do tema na qual a estória se insere cá vai ela mais ou menos como me foi contada.

 

- Eh pah vocês lembram-se quando cá vinha o circo?

- Ainda vem... Ainda estiveram cá á pouco tempo...

- Oh mas não é como o de antigamente... Esse é que era...

- Eu tenho uma estória do antigamente no circo engraçada. Aliás a partir dessa ida ao circo passei a encará-lo com outra seriedade... ( risos do interlocutor que deixa os receptores aparvalhados sem perceber o motivo de tanta risota )

- Pára de te rir e conta lá. a gente também se quer rir...

- É que uma vez, quando era nova, fui com a minha irmã ao circo. Ia assim um bocado para o contrariada que nunca gostei muito de palhaçadas mas pronto, ela não se calava e lá fomos. Entramos, sentamo-nos e começou o espectáculo. Do que se passou antes e depois do número dos burros não me lembro, mas aquele número marcou-me para a vida. Entraram dois burritos na arena, muito catitas e o respectivo domador. Enquanto o domador colocava os animais em posição, o apresentador ía explicando o que se sucederia. Os animais, através da indicação do domador contariam acenando com a cabeça o número que este lhes indica-se. Começa a actuação, público expectante, um, dois, três, brilhante, euforia total na plateia. Novo, número, mais difícil, um, dois, olho para o lado e qual não é o meu espanto que a minha irmã mais velha também acenava juntamente com os burros, três, quatro, cinco... Não me segurei, deu-me tamanha vontade de rir e aplaudir que ainda hoje não consigo conceber o circo sem o número dos burros ( animais e humanos).

 


tags:
sinto-me: embuída do esp. circense/natal
música: banda circense

publicado por estoriasdaminhaterra às 23:22
Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Depois de um afastamento não muito contestado por parte dos meus leitores ( que afinal parece que chegam a ser dois) regressei com estórias fresquinhas.

 

A de hoje remete-nos para mais um ilustre sobradense, habitual nestas andanças de estorietas das nossas gentes.

 

Ir ao médico acarreta várias etapas. A primeira ter uma doença ou pensar que se tem uma. A segunda marcar consulta e esperar q.b. para que a dita chegue antes da doença passar. A terceira descrever o que se tem ao médico, e suportar o olhar avaliador do doutor. A quarta fazer exames. E finalmente a quinta e não menos preocupante, o diagnóstico do médico, onde além dé termos a certeza que afinal não temos assim tanta saúde, temos de descortinar uma catrafada de termos técnicos com mais de 3 sílabas e que nunca ouvimos falar na vida.

Ora, por essas e por outras , por palavra aqui e acolá que, uns dos nossos decidiu por termo a esta incerteza de termos técnicos e maleitas crónicas, adoptando uma postura observadora e arrojada de cada ida ao médico.

 

Com um problema na cervical no apogeu da vida, as perspectivas não eram as melhores,  o doente, na tentativa de ouvir melhores palavras dirigiu-se a outro doutor ( por ouvir dizer que era bom) para que este o observa-se. O que se segue é a descrição possível desta consulta, tendo em consideração que já lá vão 40 anos.

O médico, ouviu a sua história clínica com aquele distanciamento que é peculiar á sua classe. Pediu-lhe o relatório do seu anterior médico. O paciente disse-lhe que o relatório completo não tinha, mas que tinha alguns apontamentos do relatório, entregando-os. O médico leu-os de soslaio, fixou o paciente, e com ar inquiridor perguntou-lhe:

-Oh homem quem é que fez isto?

- Oh Sr.. doutor eu de cada vez que o médico saía, ou atendia o telefone eu olhava de soslaio para o relatório e tirava uma ou outra palavra que conseguia ler e memorizava-a, depois quando chegava a casa escrevia-a, e foi assim que reuni essas palavras todas...

 



publicado por estoriasdaminhaterra às 19:39
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

 

O roubo de fruta para matar a fome e tirar a barriga de misérias era prática comum entre a garotada sobradense de antigamente.

A estória de hoje relata uma dessas investidas de um grupo de gaiatos a pessegueiro da zona da Costa.

Numa dessas noites de luar de Agosto a garotada rondava as árvores de fruto da zona, pé ante pé tentavam perceber ( pelo cheiro) as árvores que tinham a fruta mais madura e mais á mão de semear. Calhou a sorte irem dar a um quintal sobranceiro ao caminho da Costa e pertencente a dois velhotes sem filhos. Mas ditou o azar de o quintal estar vigiado por um dos donos que, sentado num barraco descansava uma caçadeira no regaço. A malta pára. Mira a cena e aguça o ouvido. O velho ressona. Ronca a plenos pulmões. É a hora. pé ante pé chegam-se perto do idoso e retiram-lhe a arma do regaço, encostam-na perto dele mas suficientemente longe para este ter de se levantar em busca dela. Sobem o pessegueiro. Qual perfume e qual sabor a hora era de os deitar para a "soleirada" e dar á sola do quintal. O dono dorme. Descem da árvore, saltam o muro e... ala que se faz tarde. O dono acorda. Contava ele que com um barulhito assim Puc Puc foi ver o pessegueiro e na sua linguagem peculiar de quem é meio "tatarelho " "nem um pesssooog... Ah larápios".

 

Soleirada - Por dentro da camisola ou camisa.

Tatarelho- Alguém tato, que por falta de dicção não se expressa bem.



publicado por estoriasdaminhaterra às 21:10
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Com o passar do tempo as "mezinhas" populares tendem a cair cada vez mais em desuso e em esquecimento. Longe vão os tempos em que se curavam feridas e maleitas com teias de aranha, açúcar loiro, aguardente, petróleo e chás de ervas. Os tempos mudam e as sabedorias antigas passam a ser isso mesmo, antigas e sem lugar nos dias actuais.

A estória de hoje relata uma maneira muito particular destas interpretações e aplicações da sabedoria popular...

A bricolage ( que em sobradense corresponde a biscates ou biscatada ou muito simplesmente berbicachos) sempre foi um entretenimento masculino de fim de semana, uma maneira de mostrarem a sua versatilidade e habilidade manual sempre que uma porta emperra ou um ano se fura.

Estando num desses sábados um sobradense ( também ele já recorrente nestas estórias) a fazer uso do martelo, distraiu-se e errou o alvo acertando em cheio no dedo. Grande porra. Mira o dedo e lembra as mezinhas populares. Solução. Aguardente para a cabeça do dedo. O ajudante vai buscar e entrega a garrafa ao enfermo que, para espanto de quem assistiu, mete o gargalo á boca emborcando três ou quatro goles. Curiosos interpelam-no:

- Então não era para deitares a aguardente no dedo?

- E então ela por onde foi também vai lá ter!

Remédios caseiros, com interpretações e posologias caseiras é o que é.


sinto-me: Remédio tóxico
música: marteladas certeiras

publicado por estoriasdaminhaterra às 15:35
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Regressei. Há alturas na vida que devemos ouvir, assimilar, reflectir e depois escrever. Foi o que aconteceu. Andei em recolhas orais. Feito isto ( a introdução) regresso pois, ás lides bloguisticas com as estórias sobradenses de sempre.

 

A de hoje aconteceu em 1974. Já vem um bocado "fora do enquadramento" festivo que se vivia em Sobrado há um mês, mas mesmo assim merece figurar aqui hoje e agora.

 

Tempos houve em que a bugiada sobradense era mais afoita nas suas danças. Tinha mais garra, mais audácia, como se diz por cá tinha mais lata para fazer o improvável e fazer jus á fama que tinha de serem foliões quase doidos nas suas demonstrações.

 

Ora aconteceu que naquele ano de 1974 ( que choveu a cântaros e até fez uma cheia no rio Ferreira) saíram a encoberto das máscaras meia dúzia de bugias. Cinco de cá, uma outra de Bragança.

As de cá, conhecedoras da festa e da tradição, explicaram sumariamente á de Bragança que os bugios eram bizarros, levavam palha e urtigas e metiam-se com as moças, apalpando e beliscando numa brincadeira encoberta e permitida. As serpes que levavam nas mãos ( com uma artimanha que lhes fazia abrir as bocarras vermelhas) serviam para roubar doces ás doceiras e assustar os visitantes.

A de Bragança, ouviu e assimilou. E se depressa assimilou mais depressa pôs em prática. Em alegre e eufórica brincadeira ia apalpando as mamas às colegas e beliscando, metendo-se com este e com aquele gritando " Ela é nossa!" . E assim foram correndo as bugias e misturando-se na bugiada, apalpão aqui beliscadela ali, gargalhada acolá até que no meio das máscaras ( sempre as máscaras essa transfiguração do real) a de Bragança apalpa outro bugio ( confundida) apalpa o peito e vai descendo até aos guizos que ( antigamente) se penduravam na farda junto ás partes pudicas mas... oh diabo, que o bugio apalpado não tinha só os de metal mas também os dele. Era um bugio homem. As colegas a encoberto da máscara riam-se a bom rir. Ficou a história.



publicado por estoriasdaminhaterra às 20:36
O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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