Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

 

Assinalo hoje o post número 75 ( bodas de diamante portanto), já muitas estórias e comentários correram pelo blogue que começou por ser um hobby para atenuar as saudades de casa mas rapidamente se tornou um vício. Agradeço assim, desta forma a todos aqueles que durante meses me apoiaram ( fornecendo material de escrita) e a todos aqueles que tiveram a paciência de o ler e de o comentar. Assim, e dando fim a esta estória de agradecimentos e comemorações resta-me continuar a minha empreitada e esperar que tenha material para mais 75 estórias .

Hoje relato a estória da junta de freguesia de Sobrado. Um feito que merece com toda a certeza o destaque da estória número 75. Cá vai.

O edifício da junta de freguesia é relativamente recente, antigamente a junta funcionava num casebre junto à escola Eb 1º de Campelo, um remedeio triste segundo dizem. Depois do 25 de Abril de 74, e com os ventos de mudança que varriam o país, arranjou-se dinheiro para fazer a junta nova. Local escolhido, o centro. E onde é o centro, no passal. Na segunda feira de Santa Justa veio a máquina fazer o buraco no sítio onde iria nascer a nova junta ( mais ou menos no cimo do actual jardim). Buraco feito, toca o sino a rebate a chamar o povo. E o povo lá vem, manifestando-se quanto ao local escolhido para fazer a junta de freguesia, que estragaria o passal, que não tinha jeito nenhum...

Resultado, o buraco foi aberto de manhã mas fechado à tarde, o povo não deixou que se construísse a junta no passal.

A junta acabou por ser construída em frente ao passal ( no lado oposto ao sítio onde estava previsto da primeira vez), num terreno cedido por uma sobradense , anos depois de o sino ter tocado a rebate.  


sinto-me: Tesos...
música: A do sino

publicado por estoriasdaminhaterra às 10:34
E assim se respeitou a vontade do povo...que é mais ou menos o que acontece no nosso país. ;-) Beijinho
daplanicie a 26 de Julho de 2007 às 15:21

Em Sobrado infelizmente o povo não tem vontade, vai tendo vontadinhas, a serem vontades não se teriam feito algumas " obras de arte" por estas bandas, mas pronto mais vale uma vontadinha que vontade nenhuma...

Claro, Sobrado tem estado à margem da democracia - tem sido, enfim,um enclave onde o voto livre e o direito de opinião ainda não foram implementados.
Ao contrário do clima de medo que se vive no país, onde estar calado é preciso, Sobrado sempre se caracterizou por um eterno e, muitas vezes injusto, inconformismo onde se critica tudo e todos, com ou sem razão.
Mas quando o povo não escolhe o mesmo que nós...
Marco a 27 de Julho de 2007 às 09:48

Dizes bem, é exactamente isso que tens feito.

Critico tudo e todos, com ou sem razão? É isso que dizes? É que, deixa-me dizer-te, tenho já um passado de vida associativa, participação na comunidade e até um cargo sujeito ao escrutínio público que me tranquilizam.
Acredites ou não, uma insinuação, vaga e evasiva, não conseguem causar mossa em anos de alguma dedicação à comunidade - e alguma será sempre mais que nenhuma.
Marco a 28 de Julho de 2007 às 01:48

Eu digo que criticas algumas vezes sem razão, levantando duplos sentidos onde não os há. Todos temos direito a exprimir o que pensamos, mas com conta peso e medida. O último comentário que deixas-te, insinuando que quando a vontade do povo não é a nossa " há problemas" tentou atingir quem? A ideia do blogue não é nem nunca foi o debate político, nem tem cor política, apenas narra estórias da terra sem pretender atingir politicamente ninguém. Há mais vida em Sobrado além da politica e do associativismo Marco ( pode ser pouca mas há). Quanto à tua publicidade de vida pública e associativismo, também existe mais gente que o faz, mas sem propaganda. E para terminar, lamento profundamente se melindrei alguém ( pois nunca foi essa a intenção nem de causar mossa) e lamento ainda mais que se esteja a tomar um caminho no blogue que nunca foi almejado. Bem haja.

A vida pública não se propagandeia - pratica-se. Aliás, se se praticar, por natureza, já não será necessário publicitar.
Quanto ao debate político, nunca aqui esbocei sequer uma tentativa de o começar. Reagi apenas à acusação de passividade que dirigiste aos sobradenses, num comentário que considerei inocente, na altura.
Mas, pelo que já disse antes, não me melindraste - aliás, basta ver o tom com que me tens respondido para perceberes que, se há alguém melindrado, não sou eu.
E se o blogue está a fugir do teu controlo, apenas a ti se deve - os comentários são moderados e bem que os podes não publicar. No entanto, por mim, continuarei o leitor assíduo que sou desde o início, mas a minha participação ficará por aí. No meu Globalizante, convido-te a visitares sempre que quiseres e a comentares quantas vezes e da forma que queiras - é para isso que o meu blogue serve.
Marco a 28 de Julho de 2007 às 18:55

Também nunca tive intenção de esboçar comentários políticos , de facto acho que os sobradenses são apáticos em muitas situações, quanto aos comentários, não tenho por hábito censurar comentários, portanto não o vou fazer.
Finalmente, não me melindrei, caso contrário não responderia. Deixo portanto expresso aqui o convite de continuares a visitar e a comentar, contando claro sempre com as minhas respostas.

O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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