Terça-feira, 03 de Abril de 2007

Esta é um clássico, daqueles que toda a gente conhece e que conta com menor ou maior jeito, eu também a contarei, com o jeito que me calhou na rifa ( bom ou mau, dirão os leitores).

No tempo ( não no que os animais falavam) que Sobrado ainda era aldeia e conservava a sua ruralidade mais ou menos intacta, um acontecimento marcou para todo o sempre a história de Sobrado.

Consta que entre o povo sobradense havia quem estivesse insatisfeito com a posição da igreja, deveria estar no meio do passal e não, como diziam, arrumada a um canto. Só no meio se poderia admirar aquela que era a obra mais imponente da aldeia ( ainda hoje não conheço mais nenhuma que mereça o título).

Mas, como sempre "Não há porra sem senão" , a igreja já estava construída e era grande, como colocá-la no centro do passal?

Reuniram-se os "engenheiros" da época ( meros camponeses, quando muito algum pedreiro), e pensaram... Pensaram bastante, muito mesmo, sem que brota-se alguma ideia digna da empreitada.

E já quando estavam a tornar-se chacota das populações vizinhas, nasceu a ideia, muito ao jeito da máxima Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce. A ideia era simples, mas aos olhos dos sobradenses perfeita, consistia em atar um cordel de lã em volta do edíficio e puxar.

Bastante simples. Mas de díficil execução, puxaram, puxaram e puxaram mas sem êxito, a igreja não se mexeu, até hoje. Ficou a ideia, e a estória que os habitantes de freguesias vizinhas contam muitas vezes com jeito de desdem, mas só quem é de Sobrado percebe o espírito empreendedor. Deus não quis, o sobradense sonhou e só nao nasceu porque o fio não era de nylon...



publicado por estoriasdaminhaterra às 17:19
O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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