Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Mais uma estória contada pelo meu avô. Ele diz que se contava na terra mas que não era de pessoas da terra, não interressa porque eu faço de conta que é, até porque podia muito bem ter acontecido em Sobrado.

Na altura das sementeiras ( ou seja por este tempo) haviam dois lavradores, de iguais posses mas de diferentes modos. Modos de tratamento aos funcionários entenda-se. Enquanto um dos lavradores oferecia lautos petiscos aos trabalhadores, o outro era bastante peco na alimentação fornecida aos  trabalhadores.

Ora acontece que, certo dia , andando os trabalhadores de ambas as casas lá para os lados da agra a meter leiva em campos contíguos, chega a hora do almoço ( 9 h e 30 minutos da manhã).

Aparecem então as flhas dos respectivos lavradores, cada uma com a sua cesta enfeitada de flores, trazendo no interior o almejado repasto. Apesar da decoração ser parecida o repasto não era. Enquanto uns trabalhadores comiam a bom comer, os outros faziam que comiam.

Recomeçada a lide, os que tinham enchido a pança trabalhavam a " bom trabalhar", enquanto os outros " faziam de conta que metiam leiva.

Chega o lavrador peco e ao ver a figura dos trabalhadores pergunta-lhes:

- atão carago que diacho vem a ser isto? Não meteis leiva?

Ao que os trabalhadores calmante respondem:

- Vedes aqueles ali como trabalham? Há pouco também comeram, nós fizemos que comemos logo...



publicado por estoriasdaminhaterra às 09:53
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O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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