Segunda-feira, 07 de Maio de 2007

Esta vem a propósito da morte e da resistência à sua indesejada chegada.

Não sei bem porquê mas o meu avô costumava ser chamado aquando a hora de alguém estava prestes a chegar, para lhe dar algum reconforto enquanto não chegava o padre, julgo eu.

Ora de uma das vezes que foi chamado, a enferma era uma velhinha , daquelas que tão enrrugadas se tornam bonitas, e que tinha um especial carinho pela água ardente ( bagaço).

Quando com genica era usual ver-se a velhinha a "botar" uma traçada da bebida, estalar a lingua e dizer:

- Não sei como há homes que gostam disto!

Mas voltando ao leito, e estando a velhinha em clara aflição, o meu avô procurando conforta-la e acomodá-la, pergunta-lhe se quer um pouco de água. Ao que ela responde, depois de arregalar bem os olhos e de os fixar nos do meu avô, " ardenteeee".



publicado por estoriasdaminhaterra às 09:41
Achei piada a esta estória porque na minha terra se conta uma quase igual só que o protagonista é um velhote que gostava bastante da pinga. :-)
daplanicie a 7 de Maio de 2007 às 10:50

O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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