Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Depois da pausa de uma semana ( por motivos ligados à festa de S. joão) regresso com as estórias. A estória de hoje, ainda relacionada com o S. João, trás junto com ela o orgulho de ser sobradense e a saudade da festa que se acabou ( por este ano). Só quem é Sobradense compreende esta sensação de vazio que nos invade depois de terminada a festa. Bem mas deixando os saudosismos de parte, cá vai a estória.

Os advogados são umas figuras caricatas da festa. Vestidos a rigor ( cartola, máscara, labita e calça branca no caso do advogado bugio, ou preta no caso mourisco) fazem-se acompanhar por um livro de leis ( antigos livros de calotes das mercearias nos quais são cuidadosamente coladas imagens de "donzelas" com poucos trajes) e uma bengala ou pau.

Quando no castelo bugio vão discutindo entre si e tentando fazer valer a sua lei, batendo com a bengala/ pau no livro. Ora acontece que numa dessas vezes o advogado ( ou porque estava sem óculos, ou porque estava " quente") erra o alvo e em vez de bater no livro, bate na unha do polegar ( tirando a unha). Não se dá por achado, olha o serviço e dirige-se ao público que o olha estupefacto dizendo:

- Esta já está... , continuando o discurso como se nada tivesse acontecido.

 

 


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música: saudade
sinto-me: saudosa

publicado por estoriasdaminhaterra às 09:45
O blogue estoriasdaminhaterra recolhe estórias da tradição oral sobradense bem como factos da vida comum de uma pequena vila dos arredores do Porto...
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